O que é bom ou mau gosto?

12 Jun

Muito tempo sem escrever aqui no blog e fiquei “enferrujada”. Mas o olhar sobre tudo que é relacionado ao consumo e a vida, sem ferrugem algum. Há algumas semanas, participei de dois eventos com grupos diferentes, que imediatamente fiz um link ao que Bourdieu afirma: há uma “classe dominante” que classifica aquilo o que pode ser considerado bom ou mau gosto.
Então, em conversas distintas nos eventos me deparei com comentários de fulano ou fulaninho estarem cafonas, roupas que não têm a ver com a festa e outras denominações que conhecemos. Mas o que é bom gosto para alguns, é péssimo gosto para outros e o julgamento parte do grupo que estamos inseridos, da nossa cultura, do “mundo” em que vivemos ou do estilo de vida que adotamos. Quando eu era mais jovem, costumava julgar uma ou outra garotinha…ou seriam todas aquelas que não faziam parte do meu ciclo de amizade!? Com o tempo e a antropologia entrando na veia, as “classificações” anularam e deu espaço a um tipo de “defesa” ao estilo do outro, do estranho, do comum. Encontramos diversos tipos de análises de bom ou mau gosto, e elas acontecem através das divisões por classes sociais, por tribos, por regiões, dentre outras. Além do que as redes sociais, blogs e a televisão ditam como regra de moda, muitas vezes momentânea. O importante é cada pessoa se sentir bem com o que veste, respeitando sempre o seu corpo, a sua essência, sem querer agradar ao outro, mesmo que o outro, seja do seu grupo de pertencimento.

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A preeminência do Novo

30 Out

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Segundo a antropóloga Mary Douglas, “os bens de consumo são usados para marcar intervalos. Sua variação de qualidade surge a partir da necessidade de estabelecer uma diferenciação, entre o ano do calendário e o ciclo de vida”. Então, como ficar feliz com o novo, levando atributos do velho?!

Tenho visto diversas movimentações em relação ao binômio mudança e consumo, seja de corpo, habitacional, trabalho, dentre outros.
Eu já passei pela experiência com emprego, pois mudar de empresa ou cargo, gerava mudança no armário de roupas. A justificativa era que cada ambiente tinha um “dress code”. Não justificava. Não justificava para mim, pois para os outros,eles até acreditavam.
Mas vamos lá, quando compro uma casa não preciso comprar móveis novos, roupas de cama, mesa e banho. Só preciso me mudar. Mas nós pensamos logo que aqueles móveis da casa antiga não combinam com a casa nova e logo nos endividamos até o pescoço, a alegria é tamanha que ficamos anestesiados. Isso não pode, pois é funesto. Esse ritual de gastos não precisa acontecer para que fiquemos em plenitude. Pois a alegria momentânea pode até se transformar em doenças emocionais quando olharem o rombo na conta bancária.
Não falo de necessidade, e sim de desejo que se torna necessidade. Se você trabalhava em uma empresa que só usava jeans e agora precisa usar terno. Compremos! Se você comprou um imóvel e o armário tá “despencando”, compre um que a casa agradece e as roupas também.

Qualifique os seus gastos para que depois o cartão de credito e a conta bancária não os qualifique por você!!!

 

 

 

Ilustração: http://www.shampoo.art.br/tag/illustrator

Educação Financeira ou Alienação Financeira?

15 Out

Milhares de livros nos ensinam como ficar rico, como economizar, como deixar de comprar e outros temas mais sobre educação financeira. Será que quando compramos, estamos realmente abertos a assimilar tudo que eles dizem ou na primeira semana até seguimos e depois o livro e seus ensinamentos são colocados na gaveta?
Vamos qualificar!  Entender o que se passa com as nossas finanças, com o nosso sentir. Nosso sentir sim, pois ele influência diretamente nas nossas escolhas, na escolha do momento da compra e no que adquirimos.  Entender de onde vêm os grandes erros de consumo. Procurar ajuda. Uma ajuda “face to face”, pois é muito melhor do que “engolir livros’. O livro nao consegue identificar, o que identificamos através do olhar o que está acontecendo na vida do ser gastante. Pode ser uma fase, sentimentos, diversos fatores. E com isso só uma ajuda pessoal e não literária.

Não digo para não comprarem livros sobre esse assunto, mas cuidado. Muitos deles dizem para cortar o cartão de crédito em pedacinhos, diminuir o limite. Eu não acredito em cortar o mal pela raiz. Desde pequena, isso nunca fez efeito na minha educação. Mas a conversa sincera e entendimento de quem sou e em que momento estou.  Não pense que os livros são a salvação. Pois muitas vezes não estamos no momento de assimilar tais ensinamentos.

Entenda seu momento, entenda seu bolso, entenda a sua vida. Somente assim, poderá buscar a ajuda que realmente fará diferença na sua conta bancária.

Inteligência Artesanal

8 Out

 

Ontem recebi esse texto através do Blog Sanduíche de Algodão, escrito pelo colunista da Folha de São Paulo Nizan Guanaes e resolvi compartilhar. Vale muito a pena ler, refletir e se possível mudar: 

 

A tecnologia hoje é tão disruptiva que coloca em xeque até a participação humana no processo produtivo. Por isso é melhor você prestar atenção. As notícias dessa revolução não param de aparecer.

O “Wall Street Journal” revelou recentemente que a Ikea, a fabricante de móveis sueca, agora cria seus catálogos de vendas apenas com imagens produzidas digitalmente.

Não usam fotógrafos, móveis de verdade, modelos, luz: só imagens digitais. Todas as imagens são criadas por softwares bem programados e alimentados, que substituíram custosas produções em estúdios.

E não são só os móveis da Ikea que fazem parte dessa nova realidade antes chamada virtual.

A rede global de moda jovem H&M substituiu as modelos de (pouca) carne e osso por modelos digitais ainda mais perfeitas e muito mais fáceis de lidar e de remunerar.

Já uma startup americana, a Narrative Science, criou um software capaz de escrever artigos noticiosos e espirituosos a partir de dados básicos em tempo real, como um relato de um jogo de futebol a partir de sua ficha técnica.

A inteligência humana está fazendo a inteligência artificial avançar do entendimento da linguagem para a formulação da linguagem.

E ao mesmo tempo está criando robôs capazes de fazer tarefas que nosso corpo jamais faria ou faria a um custo financeiro e humano muito maior.

Colocando de uma outra forma, sua cabeça e o seu corpinho estão a caminho de serem superados por uma dupla concorrência brutal: softwares e robôs.

Você só tem uma coisa que eles não têm: alma, emoção, coração, o nome que se queira dar àquilo que de fato nos torna nós.

Mesmo aqueles entre nós que todo dia vão e voltam do trabalho como se tivessem ido a um jogo de futebol zero a zero, sem grandes lances emocionantes, têm uma alma profunda e única.

Quanto mais a usarmos produtiva e criativamente, mais valor traremos para o que fazemos.

Essa revolução tecnológica será destrutiva para quem trabalha como máquina e pensa como máquina já que agora, para isso, já temos as máquinas.

Por isso, a revolução das máquinas deve ser uma grande oportunidade para as pessoas.

Mas o mundo só vai querer lhe ouvir se você tiver algo a dizer. A atitude quente será muito mais importante do que o conhecimento frio.

Acumular conhecimento é preciso, mas sem personalidade e atitude você não será muito diferente da união do software com o robô.

Não paute vida e carreira pelo dinheiro. Realize, e o dinheiro será consequência. Como diz aquele imortal slogan da Nike: “Just do it”.

Quem pensa muito em dinheiro geralmente não ganha muito dinheiro. Steve Jobs não criou o iPad pensando em dinheiro. O software e o robô são programados para render o máximo de dinheiro. Esse não deve ser o seu caso, porque a concorrência será matadora.

Será então que os robôs e os softwares, ao libertarem as pessoas dos trabalhos mecânicos e braçais, as levarão para posições mais criativas e inteligentes ou elas acabarão na fila dos desempregados?

Essa antiga pergunta segue sem resposta.

O que eu posso dizer é que a melhor maneira de enfrentar as máquinas é não ser uma máquina.

Seja sempre você mesmo, mas também não seja sempre o mesmo. Tão importante quanto inventar-se é reinventar-se.

Eu sei bem como é isso. Seja o seu próprio programador para que você não seja programado pelos outros. Tenha seu próprio programa para não passar a vida coadjuvando em programas alheios.

Na próxima vez que você olhar no espelho, faça como dizia aquele outro slogan imortal, este da Apple: “Think different”.

Pense diferente, olhe à frente e caminhe. Ninguém mais pode fazer essa jornada, nem os robôs e os softwares mais avançados.

Essa é a graça do jogo. Opor à inteligência artificial a sua inteligência artesanal.

 

 

As 5 etapas do Planejamento Financeiro

31 Ago

Hoje é aniversário de uma pessoa que admiro muito, que me fez ter curiosidade e vontade em investir na Bolsa de Valores e que além do meu pai, me ensinou a guardar dinheiro e fazer planejamento financeiro: Warren Buffett. Um homem que desde pequeno tinha interesse em fazer, reservar dinheiro e realizar sonhos. Por isso, quero compartilhar algumas dicas importantes que encontrei no site da Infomoney que são as 5 etapas do Planejamento Financeiro:

1. Convencimento pessoal: a primeira etapa é uma das mais importantes, é nela que a pessoa começa a se dar conta sobre a importância de manter as finanças em ordem para conseguir realizar sonhos. Nesta fase é preciso realizar uma mudança radical no método de pensar e agir com as finanças.

2. Conhecimento financeiro: nesta etapa a pessoa precisa avaliar qual é seu conhecimento técnico sobre as finanças e a importância da disciplina em relação à elas. Nesta fase será possível conhecer o conceito de educação financeira e o que leva um indivíduo a ter sucesso ou fracasso financeiro.

3. Definição de objetivos: enquanto nas duas primeiras etapas o objetivo é entender a importância da educação financeira e aprender sobre o conhecimento técnico, nesta fase, o foco é definir o que se quer conquistar ao longo da vida, como casa ou carro. Com os objetivos em mente, será mais fácil para a pessoa controlar os gastos desnecessários.

4. Mudança de hábitos: hora de mudar todos os hábitos ruins e sair definitivamente de qualquer endividamento ou incapacidade de poupar dinheiro.

5. Investimentos: nesta fase, a pessoa já está pronta para investir em aplicações que gerem bom retorno financeiro. O autor explica que nesta fase é possível aprender a observar as oportunidades e avaliar os riscos existentes dentro do mercado imobiliário, financeiro e do negócio próprio.

E para finalizar, uma citação do Buffett: “Você só precisa ter pouquíssimos acertos, contanto que não cometa erros demais”

Os 10 mandamentos de um orçamento equilibrado

14 Ago


Ter um orçamento equilibrado hoje é tarefa árdua para muita gente, pois a mídia nos bombardeia a cada segundo com uma nova possibilidade de consumo. Quem aguenta e consegue guardar os 30 ou 20% do salário? Só malabarista!!!

A verdade é que precisamos do Querer+Força de Vontade+Planilha financeira, assim…tudo dá certo! Acreditem! Compartilho 10 dicas valiosas para ter um orçamento equilibrado. Você pode ser um equilibrista!!!

 

1- Planeje seus gastos para conhecer seus limites de consumo

2- Controle seus impulsos de consumo

3- Não tenha um padrão de vida maior do que suas posses

4- Não pague juros maiores do que os que recebe de seus investimentos

5- Poupe para garantir aquisições futuras

6- Jamais despreze a inflação

7- Resista à tentação de gastar a poupança que garantirá sua velhice

8- Informe-se bem antes de investir

9- Jamais despreze pequenos valores

10- Jamais despreze uma boa negociação de preços

 

Site: http://www.maisdinheiro.com.br

Você sabe usar o seu Dinheiro??

27 Jun

O mês de junho está indo embora, com ele se foi o outono, chegou o inverno e com essa troca de estações: o famoso “Sale” está na área. O post será para refletirmos se sabemos usar corretamente o nosso dinheiro. Em conversas com amigas chegamos sempre a mesma conclusão, que algumas vezes não empregamos bem o nosso $$$. Seja a compra errada de um produto, a aquisição em um momento incorreto de um serviço ou até mesmo a não aplicação em poupança, fundos ou ações.

Em junho eu faço aniversário, sei que no fim dele acontecem as promoções nas lojas de roupas, sapatos e acessórios. Então não saio adquirindo vários produtos porque é meu aniversário e tenho que comprar presentes. Eu compro um vestido novo para jantar com algumas pessoas que amo e só. Deixo para “exercer” a famosa frase que preciso comprar porque é meu aniversário e eu mereço somente no final do mês. Além do “sale”, tenho o desconto por ser aniversariante e ainda se pago a vista, mais desconto. Quero outra vida??!!

Já o serviço que não era para ser contratado, acontece quando queremos provar algo para o outro, para o mundo que não está enraizado no momento na gente e se estivermos brigados com o sentir? Cometemos loucuras. A matrícula na academia é um caso típico. Vejo algumas pessoas que cometem esse erro, digo erro porque se matriculam e não vão se exercitar. Jogam o dinheiro fora.

Quanto a reserva dos 10% ou 20% do salário para aplicação é importante saber qual o seu grau de tolerância a riscos, conhecer se o seu perfil é conservador, moderado ou agressivo. Com essa resposta, conseguirá aplicar corretamente seu dinheiro. Hoje em dia, há diversos programas que auxiliam a entender quem você é. Também vejo algumas pessoas que têm aversão ao risco, aplicando na bolsa e quando ela tem uma queda, entram em desespero, resgatam as ações em momento errado e perdem dinheiro.

Então, estamos propícios o tempo inteiro a gastar o dinheiro de forma errada, o importante é estar sempre atento aos nossos atos, pois sempre há tempo de acertar.

Comprar um produto de boa qualidade é economizar!!!

22 Maio

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Muito tempo sem escrever, mas aqui estou para abordar um tema polêmico entre mulheres. Comprar algo barato, mas sem atributo, visando a quantidade ou comprar com qualidade e ter menos produtos?

O dicionário online (www.dicio.com.br) informa que Qualidade é Superioridade, excelência em qualquer coisa: preferir a qualidade à quantidade.

Então, comprar um produto de boa qualidade é economia!

Um exemplo no dia a dia: Um detergente comprado no supermercado que é pouco concentrado, ele terminará em poucos dias. Pois para lavarmos a louça, precisaremos colocar uma grande quantidade do produto na esponja (custam mais barato). Mas, se comprarmos um detergente que é bastante concentrado (mais caro), utilizaremos quantidade a menos do que no caso anterior e no final do mês teremos economizado dinheiro. Faça o teste!

Digo o mesmo para roupas. Várias conversas com amigas, geram esse tipo de dúvida e como já fiz o teste, posso dizer: Comprar roupa de boa qualidade é a melhor economia para o meu bolso!!!!Não digo comprar roupa grifada. Porém, infelizmente, algumas roupas grifadas possuem qualidade superior as de fast fashion. Mas garimpar nas araras das lojas faz bem para o corpo e para a conta bancária. Essa dica é importante para todas as classes sociais. Compre uma boa peça de roupa por mês e seu closet estará recheado de boas opções e duradouras. Para funcionar bem não compre roupas que estão na “moda” e sim as que são atemporais. O sucesso é certo. Melhor ter um vestido de boa qualidade que dure anos do que um de custo menor e que dure apenas três meses. 

Dicas financeiras para ficar $$$$

20 Jan

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Compartilho um trecho do livro Dinheiro, os segredos de quem tem – Gustavo Cerbasi

5 Passos para você conquistar sua independência financeira

1) Dedique tempo à construção de seu plano no papel ou em uma planilha eletrônica.

Principalmente para quem não lida com números no dia-a-dia, visualizar o plano ajuda tanto na motivação para executá-lo quanto na identificação de pontos falhos e “gordurinhas” – aquelas despesas mensais de pequeno valor e aparentemente irrelevantes, mas que são as grandes vilãs do orçamento quando somadas ao longo do mês.

2) Relacione todas as suas fontes de recursos financeiros e todos os seus gastos mensais.

Seja detalhista, pelo menos uma vez na vida, ao longo de um mês. Coloque no papel todos os gastos, sem esquecer as migalhas que são drenadas de seu bolso na forma de gorjetas, arredondamentos na conta da padaria, cafés no meio do dia e aquelas “coisinhas a mais” que acabamos levando na banca de jornal quando compramos a Nova. Não será pelo valor da prestação de seu carro ou de suas últimas compras no shopping que seu orçamento apresentará problemas, porque provavelmente você verificou se havia espaço na sua renda para adquiri-los. Geralmente os orçamentos estouram porque aqueles pequenos valores que são desprezados ao longo do mês acabam se tornando algumas dezenas ou centenas de reais no balanço final – provavelmente um valor que faria toda diferença no futuro se fosse poupado mês a mês.

3) Identifique suas possibilidades de redução de gastos e estabeleça limites para os gastos não programados.

O segredo de um bom planejamento financeiro é impor limites a certos gastos e ter disciplina para seguir estes limites. Se você levar a sério o item anterior, certamente irá se impressionar. Alguns gastos não são controláveis, como aluguel, impostos, escola e plano de saúde. Outros podem ser otimizados, como o gasto com alimentação e produtos de cuidado pessoal, substituindo marcas muito caras por equivalentes mais em conta e levando a sério a prática de fazer pesquisas de preços. Há também aqueles gastos que podem ser perfeitamente planejados, como a renovação do guarda-roupa, o happy hour com os amigos e o lazer de finais de semana. Com estes, estabeleça limites mensais para seus gastos, e seja fiel a estes limites. Por exemplo, estabeleça uma meta de, digamos, R$ 200 mensais para renovação do guarda-roupa. Se não gastar tudo este mês, terá a mais para o mês seguinte – mas não caia na bobagem de gastar a mais por antecedência.

4) Após otimizar seus gastos mensais, identifique de forma precisa o preço de sua sobrevivência, quanto você gasta mensalmente com segurança.

Seu padrão de vida deve ter um custo inferior a sua renda. Sugiro que você gaste para se manter, no máximo, 90% da renda líquida. No total destes gastos devem estar incluídas todas as contas essenciais, incluindo seu lazer, a renovação do guarda-roupa, as prestações do carro, seguros, gastos pequenos do dia-a-dia, etc. O importante é estabelecer um teto para seus gastos totais, seja rigorosa.

5) Calcule quanto sobra de sua remuneração para possíveis investimentos mensais.

Definindo com precisão os limites de seu orçamento, destine parte ou o total do excedente a um investimento que você faça regularmente. Se você optar por um plano de previdência privada, isto estará sendo feito com tranqüilidade. Se seu orçamento for disciplinado e você estiver satisfeita com a renda que seu plano financeiro estará garantindo no futuro, não haverá nenhum problema em fazer alguns luxos quando surgir alguma sobra – como o décimo-terceiro salário, a restituição do Imposto de Renda ou um bônus salarial. O melhor de um bom planejamento financeiro é a oportunidade que ele dá de gastarmos as sobras sem peso na consciência.

Fonte: http://www.maisdinheiro.com.br

“Prazer, eu sou a Coisa”

16 Jan

EU, ETIQUETA

“Em minha calça está grudado um nome
Que não é meu de batismo ou de cartório
Um nome… estranho.
Meu blusão traz lembrete de bebida
Que jamais pus na boca, nessa vida,
Em minha camiseta, a marca de cigarro
Que não fumo, até hoje não fumei.
Minhas meias falam de produtos
Que nunca experimentei
Mas são comunicados a meus pés.
Meu tênis é proclama colorido
De alguma coisa não provada
Por este provador de longa idade.
Meu lenço, meu relógio, meu chaveiro,
Minha gravata e cinto e escova e pente,
Meu copo, minha xícara,
Minha toalha de banho e sabonete,
Meu isso, meu aquilo.
Desde a cabeça ao bico dos sapatos,
São mensagens,
Letras falantes,
Gritos visuais,
Ordens de uso, abuso, reincidências.
Costume, hábito, permência,
Indispensabilidade,
E fazem de mim homem-anúncio itinerante,
Escravo da matéria anunciada.
Estou, estou na moda.
É duro andar na moda, ainda que a moda
Seja negar minha identidade,
Trocá-la por mil, açambarcando
Todas as marcas registradas,
Todos os logotipos do mercado.
Com que inocência demito-me de ser
Eu que antes era e me sabia
Tão diverso de outros, tão mim mesmo,
Ser pensante sentinte e solitário
Com outros seres diversos e conscientes
De sua humana, invencível condição.
Agora sou anúncio
Ora vulgar ora bizarro.
Em língua nacional ou em qualquer língua
(Qualquer principalmente.)
E nisto me comparo, tiro glória
De minha anulação.
Não sou – vê lá – anúncio contratado.
Eu é que mimosamente pago
Para anunciar, para vender
Em bares festas praias pérgulas piscinas,
E bem à vista exibo esta etiqueta
Global no corpo que desiste
De ser veste e sandália de uma essência
Tão viva, independente,
Que moda ou suborno algum a compromete.
Onde terei jogado fora
Meu gosto e capacidade de escolher,
Minhas idiossincrasias tão pessoais,
Tão minhas que no rosto se espelhavam
E cada gesto, cada olhar
Cada vinco da roupa
Sou gravado de forma universal,
Saio da estamparia, não de casa,
Da vitrine me tiram, recolocam,
Objeto pulsante mas objeto
Que se oferece como signo dos outros
Objetos estáticos, tarifados.
Por me ostentar assim, tão orgulhoso
De ser não eu, mas artigo industrial,
Peço que meu nome retifiquem.
Já não me convém o título de homem.
Meu nome novo é Coisa.
Eu sou a Coisa, coisamente.”

Carlos Drummond de Andrade

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