Arquivo | Outubro, 2012

A preeminência do Novo

30 Out

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Segundo a antropóloga Mary Douglas, “os bens de consumo são usados para marcar intervalos. Sua variação de qualidade surge a partir da necessidade de estabelecer uma diferenciação, entre o ano do calendário e o ciclo de vida”. Então, como ficar feliz com o novo, levando atributos do velho?!

Tenho visto diversas movimentações em relação ao binômio mudança e consumo, seja de corpo, habitacional, trabalho, dentre outros.
Eu já passei pela experiência com emprego, pois mudar de empresa ou cargo, gerava mudança no armário de roupas. A justificativa era que cada ambiente tinha um “dress code”. Não justificava. Não justificava para mim, pois para os outros,eles até acreditavam.
Mas vamos lá, quando compro uma casa não preciso comprar móveis novos, roupas de cama, mesa e banho. Só preciso me mudar. Mas nós pensamos logo que aqueles móveis da casa antiga não combinam com a casa nova e logo nos endividamos até o pescoço, a alegria é tamanha que ficamos anestesiados. Isso não pode, pois é funesto. Esse ritual de gastos não precisa acontecer para que fiquemos em plenitude. Pois a alegria momentânea pode até se transformar em doenças emocionais quando olharem o rombo na conta bancária.
Não falo de necessidade, e sim de desejo que se torna necessidade. Se você trabalhava em uma empresa que só usava jeans e agora precisa usar terno. Compremos! Se você comprou um imóvel e o armário tá “despencando”, compre um que a casa agradece e as roupas também.

Qualifique os seus gastos para que depois o cartão de credito e a conta bancária não os qualifique por você!!!

 

 

 

Ilustração: http://www.shampoo.art.br/tag/illustrator

Educação Financeira ou Alienação Financeira?

15 Out

Milhares de livros nos ensinam como ficar rico, como economizar, como deixar de comprar e outros temas mais sobre educação financeira. Será que quando compramos, estamos realmente abertos a assimilar tudo que eles dizem ou na primeira semana até seguimos e depois o livro e seus ensinamentos são colocados na gaveta?
Vamos qualificar!  Entender o que se passa com as nossas finanças, com o nosso sentir. Nosso sentir sim, pois ele influência diretamente nas nossas escolhas, na escolha do momento da compra e no que adquirimos.  Entender de onde vêm os grandes erros de consumo. Procurar ajuda. Uma ajuda “face to face”, pois é muito melhor do que “engolir livros’. O livro nao consegue identificar, o que identificamos através do olhar o que está acontecendo na vida do ser gastante. Pode ser uma fase, sentimentos, diversos fatores. E com isso só uma ajuda pessoal e não literária.

Não digo para não comprarem livros sobre esse assunto, mas cuidado. Muitos deles dizem para cortar o cartão de crédito em pedacinhos, diminuir o limite. Eu não acredito em cortar o mal pela raiz. Desde pequena, isso nunca fez efeito na minha educação. Mas a conversa sincera e entendimento de quem sou e em que momento estou.  Não pense que os livros são a salvação. Pois muitas vezes não estamos no momento de assimilar tais ensinamentos.

Entenda seu momento, entenda seu bolso, entenda a sua vida. Somente assim, poderá buscar a ajuda que realmente fará diferença na sua conta bancária.

Inteligência Artesanal

8 Out

 

Ontem recebi esse texto através do Blog Sanduíche de Algodão, escrito pelo colunista da Folha de São Paulo Nizan Guanaes e resolvi compartilhar. Vale muito a pena ler, refletir e se possível mudar: 

 

A tecnologia hoje é tão disruptiva que coloca em xeque até a participação humana no processo produtivo. Por isso é melhor você prestar atenção. As notícias dessa revolução não param de aparecer.

O “Wall Street Journal” revelou recentemente que a Ikea, a fabricante de móveis sueca, agora cria seus catálogos de vendas apenas com imagens produzidas digitalmente.

Não usam fotógrafos, móveis de verdade, modelos, luz: só imagens digitais. Todas as imagens são criadas por softwares bem programados e alimentados, que substituíram custosas produções em estúdios.

E não são só os móveis da Ikea que fazem parte dessa nova realidade antes chamada virtual.

A rede global de moda jovem H&M substituiu as modelos de (pouca) carne e osso por modelos digitais ainda mais perfeitas e muito mais fáceis de lidar e de remunerar.

Já uma startup americana, a Narrative Science, criou um software capaz de escrever artigos noticiosos e espirituosos a partir de dados básicos em tempo real, como um relato de um jogo de futebol a partir de sua ficha técnica.

A inteligência humana está fazendo a inteligência artificial avançar do entendimento da linguagem para a formulação da linguagem.

E ao mesmo tempo está criando robôs capazes de fazer tarefas que nosso corpo jamais faria ou faria a um custo financeiro e humano muito maior.

Colocando de uma outra forma, sua cabeça e o seu corpinho estão a caminho de serem superados por uma dupla concorrência brutal: softwares e robôs.

Você só tem uma coisa que eles não têm: alma, emoção, coração, o nome que se queira dar àquilo que de fato nos torna nós.

Mesmo aqueles entre nós que todo dia vão e voltam do trabalho como se tivessem ido a um jogo de futebol zero a zero, sem grandes lances emocionantes, têm uma alma profunda e única.

Quanto mais a usarmos produtiva e criativamente, mais valor traremos para o que fazemos.

Essa revolução tecnológica será destrutiva para quem trabalha como máquina e pensa como máquina já que agora, para isso, já temos as máquinas.

Por isso, a revolução das máquinas deve ser uma grande oportunidade para as pessoas.

Mas o mundo só vai querer lhe ouvir se você tiver algo a dizer. A atitude quente será muito mais importante do que o conhecimento frio.

Acumular conhecimento é preciso, mas sem personalidade e atitude você não será muito diferente da união do software com o robô.

Não paute vida e carreira pelo dinheiro. Realize, e o dinheiro será consequência. Como diz aquele imortal slogan da Nike: “Just do it”.

Quem pensa muito em dinheiro geralmente não ganha muito dinheiro. Steve Jobs não criou o iPad pensando em dinheiro. O software e o robô são programados para render o máximo de dinheiro. Esse não deve ser o seu caso, porque a concorrência será matadora.

Será então que os robôs e os softwares, ao libertarem as pessoas dos trabalhos mecânicos e braçais, as levarão para posições mais criativas e inteligentes ou elas acabarão na fila dos desempregados?

Essa antiga pergunta segue sem resposta.

O que eu posso dizer é que a melhor maneira de enfrentar as máquinas é não ser uma máquina.

Seja sempre você mesmo, mas também não seja sempre o mesmo. Tão importante quanto inventar-se é reinventar-se.

Eu sei bem como é isso. Seja o seu próprio programador para que você não seja programado pelos outros. Tenha seu próprio programa para não passar a vida coadjuvando em programas alheios.

Na próxima vez que você olhar no espelho, faça como dizia aquele outro slogan imortal, este da Apple: “Think different”.

Pense diferente, olhe à frente e caminhe. Ninguém mais pode fazer essa jornada, nem os robôs e os softwares mais avançados.

Essa é a graça do jogo. Opor à inteligência artificial a sua inteligência artesanal.

 

 

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