A preeminência do Novo

30 Out

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Segundo a antropóloga Mary Douglas, “os bens de consumo são usados para marcar intervalos. Sua variação de qualidade surge a partir da necessidade de estabelecer uma diferenciação, entre o ano do calendário e o ciclo de vida”. Então, como ficar feliz com o novo, levando atributos do velho?!

Tenho visto diversas movimentações em relação ao binômio mudança e consumo, seja de corpo, habitacional, trabalho, dentre outros.
Eu já passei pela experiência com emprego, pois mudar de empresa ou cargo, gerava mudança no armário de roupas. A justificativa era que cada ambiente tinha um “dress code”. Não justificava. Não justificava para mim, pois para os outros,eles até acreditavam.
Mas vamos lá, quando compro uma casa não preciso comprar móveis novos, roupas de cama, mesa e banho. Só preciso me mudar. Mas nós pensamos logo que aqueles móveis da casa antiga não combinam com a casa nova e logo nos endividamos até o pescoço, a alegria é tamanha que ficamos anestesiados. Isso não pode, pois é funesto. Esse ritual de gastos não precisa acontecer para que fiquemos em plenitude. Pois a alegria momentânea pode até se transformar em doenças emocionais quando olharem o rombo na conta bancária.
Não falo de necessidade, e sim de desejo que se torna necessidade. Se você trabalhava em uma empresa que só usava jeans e agora precisa usar terno. Compremos! Se você comprou um imóvel e o armário tá “despencando”, compre um que a casa agradece e as roupas também.

Qualifique os seus gastos para que depois o cartão de credito e a conta bancária não os qualifique por você!!!

 

 

 

Ilustração: http://www.shampoo.art.br/tag/illustrator

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Uma resposta to “A preeminência do Novo”

  1. Andreia Marques 5 de Novembro de 2012 às 3:44 pm #

    Olá, Luciana!
    Acredito que esta necessidade de ter o novo ainda esteja intimamente ligada a uma outra necessidade: a de ser aceito. Quando nos deparamos com um ambiente desconhecido, procuramos, instintivamente, um “detalhe” familiar que nos recobre a segurança de alguma forma. E isso pode ser “conquistado” através da aceitação alheia. E a coisa se agrava ainda mais porque temos essa falsa ideia de que para sermos aceitos precisamos agir como os demais do grupo. Quando, na verdade, só precisamos ser nós mesmos! Simples assim! rsrsrs
    Ótimo artigo!
    Bjs

    Andreia Marques

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