Sou seduzida ou me deixo seduzir pelo consumo?

14 Jan

 

Com a loucura do Natal e as diversas promoções acontecendo em todos os shoppings do Brasil, fica a pergunta: Sou seduzida ou me deixo seduzir pelo consumo?

A publicidade está o tempo todo querendo atingir uma grande massa da população para a aquisição desenfreada dos produtos propostos. Gino Giacomini Filho afirma que “a publicidade nasceu com o propósito de fomentar a transação econômica, principalmente diminuindo a resistência do consumidor”.

O consumidor se deixa atrair pelas “armadilhas” da comunicação, por desejar alcançar um bem-estar e o paraíso prometidos com a aquisição do produto/serviço. Tudo parece mágico, tudo se transforma, a vida fica bela quando se compra o que era desejo e se tornou necessidade. Não existe defesa contra essa obrigação. Existe o querer da sedução.

O sociólogo Zygmunt Bauman, argumenta que “a liberdade do consumidor significa uma orientação da vida para as mercadorias aprovadas pelo mercado, assim impedindo uma liberdade crucial: a de se libertar do mercado, liberdade que significa tudo menos a escolha entre produtos comerciais padronizados.”

A liberdade individual foi tirada, não há escolha no consumo. Os produtos são embutidos na mente pela mídia. Comprar se tornou coletivo e não pessoal. A coletividade acontece quando há o ato de querer agradar ao outro para simplesmente estar inserido em uma tribo. Não há a liberdade para não comprar, o que ocorre é a prisão da comunicação para adquirir algo.

Refletir a cada possível compra é preciso!!!Refletir para não se endividar é necessário!!!Refletir para não ser marionete da comunicação é obrigação!!!

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Você é que tipo de devedor?

16 Nov

Ser devedor é ter obrigação com alguém. Dever nem sempre é legal, pois muitas vezes não sabemos o tamanho da dívida e quando vemos isso se torna um problema na vida pessoal e profissional. Eu vi muitos amigos se endividarem e com isso perder o emprego, pois não era permitido ter o nome incluído no SPC ou SERASA. Vi muitos casamentos terminarem e suicídios acontecerem (muito triste)quando as pessoas não sabiam lidar com o fracasso financeiro pessoal. Então avalie em que tipo de devedor você se encaixa e não deixe o dinheiro ser maior que a sua vida:

DEVEDOR RACIONAL: Aquele que usa o cartão de crédito para pagar um jantar, comprar roupas e sapatos. Não perde o controle e não corre o risco do estabelecimento falar que há um problema com o cartão.  Controla o saldo e o pagamento é feito integralmente. O fluxo financeiro é sempre positivo.

DEVEDOR PONTUAL: Aquele que passa por algum tipo de evento como divórcio, acidente ou doença. Se o fato não tivesse ocorrido a dívida não existiria. O devedor pontual tem um histórico de crédito perfeito, sem atrasos e pagamentos do mínimo no cartão.

DEVEDOR SAZONAL:  Pessoa que em determinados períodos do ano adquirem dívidas, pois não se preparam para as sazonalidades como IPTU, IPVA, compras de Natal. Sempre corre para o cheque especial, empréstimos ou amigos, não tem reserva financeira.

DEVEDOR INGÊNUO: o famoso amigo de todos, ou seja o bobo. Esse devedor entra em um endividamento através de amigos, vira fiador ou faz compras no cartão para amigos e O amigo não paga. Como é uma dívida não esperada, nem sempre há reserva.

DEVEDOR HABITUAL: A dívida faz parte da vida. Essa pessoa não confia na habilidade de poupar, prefere não adiar as compras e acredita que só se conquista algo através do endividamento. Conhecido por emendar uma dívida na outra. Verifica e fica contando as prestações no cartão de crédito de alguma compra para adquirir algo novo, que só está esperando a disponibilidade de limite.

DEVEDOR COMPULSIVO: O marketing ama essa pessoa, alvo principal. Se endivida até o pescoço, continuamente, sem objetivos, por impulso, compulsão, tristeza, depressão, falta de namorado (a), ter engordado, ter emagrecido, qualquer motivo. O importante é consumir. Ah, esqueci das justificativas, são sempre: “EU MEREÇO”, “EU PRECISO”. Que mulher não passa em frente a uma vitrine e fala que precisa de um sapato maravilhoso naquele momento. Eu confesso ter ficado sem dormir sonhando com uma bolsa que me marido impediu a compra, no dia seguinte corri para a loja e adquiri, uma sensação gostosa que passou rápido até visualizar a próxima compra. Não me encaixo aqui, mas já tive momentos de “eu mereço”, “eu preciso”.

Eu sou a favor do uso do cartão de débito, ensinamentos do meu pai. Se não possuo dinheiro para comprar algo, junto e depois compro. Imprevistos acontecem e não quero ficar sem dormir. Mas se tem o hábito do cartão de crédito, seja um devedor racional e aplique o dinheiro dependendo da quantia que deixou de pagar a vista.

Dica: guarde sempre 20% da sua renda líquida mensal para qualquer emergência!!!

Compro original, fake ou réplica?

8 Nov

Hoje ouvindo uma conversa na barca em que duas amigas falavam sobre o consumo das réplicas, resolvi escrever sobre o assunto.

A diferença entre  imitação (fake) e réplica, a primeira é algo parecido com o original. O material não tem qualidade e durabilidade. Há diferença de cor da original e conseguimos identificar de longe pela etiqueta. A réplica é um produto mais caro que o anterior, bem parecido com o original, podendo até ser confundido. O material tem mais durabilidade.

O ser humano busca a todo o momento estar na moda, seguir tendências. Há a necessidade de distinção, de realce a individualidade e com isso cenário entre classes sociais. As classes A e B buscam o conforto no que acontece nas passarelas internacionais, inspirações no outro visto como superior. A classe C que pode adquirir muitos produtos que antes eram só sonhados e agora são realizados, buscam inspirações da moda na classe acima, não comprando réplicas ou cópias. Mas parcelando em quantas vezes a loja permitir o original. Em anos anteriores poderia dizer que somente as classes D e E adquirem as fakes ou réplicas. O cenário mudou conforme várias pesquisas recentes que mostram outros grupos comprando devido o preço e a descartabilidade do produto da moda. Uma bolsa que custa R$20.000,00 na loja, em ambulantes o valor é de R$70,00. A qualidade do produto é duvidável, não tem uma boa durabilidade.

Uma história que aconteceu comigo sobre um perfume que comprei no Ebay. Comprei achando que se tratava do verdadeiro. Quando meu perfume chegou o cheiro era totalmente diferente do original. O valor era mais acessível do que no Brasil, mas a embalagem tinha diferença. Não quero repetir a experiência.

Em 2009 o mercado de produtos falsificados já tinha crescido dez vezes, segundo a Época Negócios e as grifes já brigavam contra o luxo de mentira, com a divulgação nos veículos de comunicação, tenho a certeza que o número aumentou.

Usar ou não usar fake?

Comprar Dior ou Impala?

23 Set

A cada dia a marca de algum produto ou serviço fala mais alto. A compra de um simples esmalte resultou nesse texto. Uma amiga comprou um Dior e eu uma cor similar da marca Impala, valores R$75,00 e R$2,50 respectivamente. Perguntei a pessoa o por que da aquisição e a mesma respondeu o que importava era a grife. Mas quem saberia que ela usava um Dior nas unhas? Além de esmaltes, vemos a mesma situação em roupas, sapatos e bolsas. Até os serviços têm a mesma importância para os consumidores.

Carmem Carril ( 2007) fala que a marca passou a ser percebida como uma vantagem competitiva por criar associações de promessas e sentimentos junto ao consumidor. A marca gera um sentimento de felicidade, inserção em uma tribo que é um sonho fazer parte, mas que não corresponde a situação atual financeira.  Com a rede social, ficou mais fácil a divulgação de como você quer ser vista.

Há a justificativa da qualidade do produto. Concordo que em alguns sejam superior, mas não há uma decisão de compra pelo atributo e sim pela sensação de usar um Dior, Channel, Balenciaga ou Missoni.

As empresas utilizam várias maneiras para atraírem o público que ainda não faze parte da fatia de mercado. Uma delas e super atual é contratar blogueiras de moda, ótima estratégia, pois o público feminino antenado nas mídias sociais, acompanham diariamente o que as meninas usam e indicam. A empresa Schutz apostou ano passado em catálogos e revistas repletos dessas meninas. Deu muito certo, repetiram esse ano, outras marcas enviam seus produtos como brindes e elas divulgam nos blogs. Há números expressivos de dúvidas e agradecimentos pelas sugestões. Eu sou uma que já comprei alguns produtinhos devido à postagem lida. Amo as dicas! Becky Bloom enlouquecida. Essa estratégia rende prestígio e muitos brindes para as meninas. Mais um artificio usado para que consumamos produtos de “marcas” não pela qualidade e sim pelo status.

Enquanto alguns compram um Dior, eu compro vários Impalas.

“Ser é ter e o ser se inicia com uma posse”

18 Ago

 

Por que o Ter é tão fundamental? A posse de algo se tornou inevitável na vida do ser humano. As mulheres são os alvos principais das ações de marketing porque são mais sensíveis e essa sensibilidade é atacada a todo o momento. O consumir se tornou hábito diário. O sonho do cidadão não é mais por um mundo melhor, sem pobreza, com educação. Agora é de comprar carro, bolsa, roupa da moda e televisão 3D.

Quando foi que nos transformaram em máquinas de aquisições? Por que paramos de pensar e deixamos o marketing das empresas nos guiarem? Ficamos cegos pelo querer algo. O ajudar ao outro se tornou pó diante do sonho de ter um tablet.  A exibição de possuir milhares de bolsas se tornou pó diante de doar a uma pessoa que não tem qualquer. O que o status fez com o ser humano é triste, marionete das mídias.

Segundo Bonder (2006), um mundo onde o poder é medido pela capacidade aquisitiva; onde o entretenimento e a celebração acontecem em shoppings; onde os sonhos se traduzem em consumo; onde os sentidos e tendências partem do mercado.

 

O Vivo se tornou Morto. O amor ao próximo se tornou poder. Alienação é a palavra da moda.

Nova classe sem estrutura para o consumo

11 Ago

A nova classe média brasileira é formada na maioria por mulheres, segundo a Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República.  O público feminino tem procurado focar na carreira adiando o sonho de casar e ser mãe, ganhando mais dinheiro. O problema é a formação anterior do grupo que era composto pelas classes D e E, sem educação financeira.

A independência feminina também leva as dívidas, antes ocorridas somente com os homens, mulheres estão cada dia mais consumistas, também  precisamos entender, alimentos faltantes no dia a dia, quem compra? Algo para a decoração da casa, quem compra? Roupas para a família, quem compra? O endividamento ocorre de compras efêmeras. Por isso deve haver cuidado. As mulheres são as grandes vítimas do marketing.

As dicas são: NUNCA pagar o mínimo do cartão de crédito, ligue para a administradora e negocie o valor. TER uma reserva, composta por 10% do salário mensal. NÃO se emocionar com cada peça que vê na vitrine e comprar achando que morrerá se não tiver o “algo” lindo. O controle é a arma.

O querido cartão de crédito

14 Jun

O cartão de crédito é o melhor amigo de qualquer pessoa, das mulheres então… best forever. Foi a melhor invenção, Becky Bloom eterna. Se estamos deprimidos compramos, se estamos felizes também.Como resistir a nova coleção na vitrine quando vamos ao shopping, como não comprar aquele sapato que é tudo na vida e aquele vestido que foi feito especialmente para você.  O mundo da moda conspira contra o nosso bolso. Quem nunca viu uma mulher passar com uma bolsa maravilhosa, correu para alcançar, enxergou a marca e foi até a loja adquirir o bem mais precioso naquele momento? Nós somos escravas do consumo, ele nos chicoteia constantemente. A dor é maravilhosa, melhor que comer chocolate.

A advertência é o PARCELAMENTO, ato perigoso que leva a pessoa ao suicídio financeiro. Quem não gosta de dividir suas compras em parcelas quase imperceptíveis? O rompimento definitivo da relação ocorre quando há o PAGAMENTO DO MÍNIMO.  Morte! Devemos tomar muito cuidado com o DINHEIRO DE PLÁSTICO, ele não sai na hora da nossa conta, mas deixa um buraco enorme no próximo mês.

 

Vocês querem conhecer a história do cartão de crédito? Cliquem: http://pt.wikipedia.org/wiki/Cart%C3%A3o_de_cr%C3%A9dito

$$$ I was born…$$$

27 Abr

Primeiro post!!Muito feliz. O consumo é algo que amo, quem não ama? Descobri desde pequena o ato maravilhoso. A faculdade abriu portas, para que após alguns anos eu estudasse antropologia voltada para consumo. Leio vários livros sobre o assunto e mudei a minha forma compulsiva? Não. Complicado deixar de comprar, pensei fazer terapia, mas achei uma forma que não custará tanto $$$…dividir o assunto com você. Está convidado a discutir a abordagem do blog. Quem consome todos os dias levante a mão!!!

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